Olá Reader
Na semana passada, falei sobre a mudança de cenário que estamos vivendo e sobre como confiança, clareza e presença humana de verdade começaram a ser critérios imprescindíveis para negócios autorais.
Hoje, quero avançar um pouco mais nesse assunto e olhar para um ponto menos visível, mas muito importante para quem está tentando se organizar fora das redes.
Durante muito tempo, eu tratei as redes sociais como meu principal canal de divulgação.
Minha principal preocupação era saber se eu estava “usando bem” ou “usando mal” as plataformas, em uma busca constante para descobrir a melhor forma de utilizá-las.
Com o tempo, ao entender que tinha um negócio autoral, ficou claro para mim que essa preocupação não fazia mais sentido. A questão não era mais aprender a usar melhor as redes, mas entender o modelo no qual elas estavam inseridas.
As redes sociais funcionam dentro do modelo de alcance.
Um modelo em que a visibilidade é volátil, a produção constante de novos conteúdos acaba se tornando quase obrigatória e a relação com o público depende de regras algorítmicas que mudam o tempo todo. Para continuar existindo ali, é preciso reagir, se adaptar e disputar atenção de forma permanente.
E até aqui, para muitos de nós, nada disso é novidade.
Quem tem um negócio autoral já sente, na prática, o cansaço desse modelo. Já percebeu o desgaste de precisar aparecer o tempo todo, a frustração de ver sua mensagem sumir e a sensação constante de estar correndo atrás de algo que nunca se estabiliza.
O objetivo então já não é mais entender como as redes funcionam porque você já sabe que esse modelo não sustenta o tipo de negócio que você quer construir.
O objetivo começa a ser, o que fazer no lugar disso.
Tenho acompanhado muita gente que reduziu a presença nas redes ou decidiu sair delas, mas ao fazer esse movimento, acabou empacando em outro ponto: a falta de uma estrutura alternativa.
Sem o feed organizando a comunicação, começam a pipocar as dúvidas de onde começar, onde concentrar energia e como manter uma presença que não dependa de performance constante.
O que preciso te dizer, para acalmar seu coração, é que os medos e dúvidas que você tem quando pensa em sair das redes, são só uma consequência direta de você ter existido tanto tempo dentro desse modelo.
A partir do momento que você entende o que acontece, a questão deixa de ser “como sair das redes” e passa a ser: o que mantém o seu negócio de pé quando você para de aparecer.
Porque a essa altura da nossa trajetória, não dá para abandonar um modelo que não funciona mais, sem entender que outro modelo pode sustentar clareza, continuidade e autonomia no longo prazo.
Nos próximos dias, em meus conteúdos, vou aprofundar essa diferença entre estruturar um negócio para alcance e estruturá-lo para descoberta, porque essa escolha muda profundamente a forma como negócios autorais podem existir, ser encontrados e crescer sem depender de visibilidade constante.
Talvez a pergunta mais importante agora não seja em qual canal estar, mas qual sistema está, de fato, sustentando o seu negócio. É a partir dessa pergunta que muitas decisões começam a fazer mais sentido.
Seguiremos aprofundando isso nos próximos conteúdos.
Um abraço
Ana Fragoso
Estrategista de negócios autorais e autonomia digital fora das redes
Ps: Se neste momento você está em busca de um espaço de orientação para organizar suas decisões e estruturar seu negócio autoral com mais autonomia, eu faço esse trabalho na Mentoria para Negócios Autorais. Saiba mais aqui