📧A armadilha de fazer porque dá para fazer


Olá, Reader

Antes de começar a discorrer sobre minha ideia da semana, quero dar as boas vindas para as pessoas que assinaram a News nesses últimos dias. Se você é uma delas, seja muito Bem vinda!

Essa é a primeira news que você recebe e seria uma grande alegria saber o que você achou.

Lá no final tem o botão, ok?

Então, bora lá.

Semana passada tive a alegria de bater um papo ao vivo em uma Live organizada pela Carolina Motta, e onde dividi o palco com Dalva Correa e Vinícius Macedo.

E nos prestigiando e ouvindo, estavam pessoas muito queridas.

Uma delas, a Paty Cozer, resumiu cada uma das nossas falas num post muito bem escrito.

Sobre a minha fala, ela escreveu:

"Ana trouxe a importância de desacelerar e criar ecossistemas, a partir de uma base sólida de negócio. E-mail marketing, newsletters e comunidades entram aí, desde que haja energia (e não, não é preciso ter tuuudo isso junto)."

👉Não. É. Preciso. Ter. Tudo. Isso. Junto.

Muito do meu trabalho tem a ver com conscientização: explicar para as pessoas os contextos nos quais elas estão inseridas e como lidar com eles no dia a dia.

E o contexto de hoje é sobre nossa forma de lidar com a vontade de ser produtivos e o quanto essa busca atrapalha quem empreende sozinho.

Estamos vivendo um momento em que quase tudo o que queremos fazer em nossos negócios, é possível. Newsletter? Dá para ter. Comunidade? Dá para criar. Mais conteúdo em mais canais? Também dá, porque tem IA.

E acho maravilhoso que essas possibilidades existam!

O problema que eu vejo é o que acontece com todas essas possibilidades dentro da cabeça de quem empreende sozinho: elas deixam de ser possibilidades e começam a parecer necessidades.

O "dá para fazer" vira "eu deveria estar fazendo".

É interessante como toda vez que alguém fala comigo sobre estrutura de negócio, a fala dela parte de um lugar externo. O que o mercado está fazendo, o que as pessoas estão usando, como elas estão usando tal e tal ferramenta.

E isso é importante, mas para entendermos até onde dá para ir.

Porque o perigo é justamente assumir que precisamos ir até lá.

Em negócios de empreendedores solo é preciso que exista uma consciência real do que é possível. Consciência dos nossos recursos principais: energia, tempo, espaço mental e dinheiro.
Entender até onde realmente é possível ir em determinado momento, porque sabemos que esse momento não vai durar para sempre. Afinal nossos negócios estão evoluindo.

Ser possível é muito diferente de ser necessário.
Saber distinguir um do outro é o que permite construir um negócio mais sustentável.

E a gente consegue fazer isso criando critérios próprios de decisão (que posso te ajudar a definir na mentoria.😉)

Mas o critério mais honesto e importante que conheço é este: o seu momento atual.

Não o momento que você planeja ter no futuro. Não o negócio que você imagina que vai construir.

O momento em que você está agora com os recursos que você tem.
É deste lugar que as decisões começam a fazer sentido.

Então, à partir de agora, toda vez que você perceber que está querendo implementar mais uma ferramenta, abrir mais um canal ou criar mais uma coisa porque agora é possível, quero que pause e se faça uma pergunta simples: Isso faz sentido para o meu momento atual? Tenho os recursos necessários para atender essa real necessidade neste momento?

É essa consciência — do momento real, dos recursos reais — que separa um negócio que te nutre de um negócio que te drena.

Ana Fragoso
Estruturo negócios autorais com clareza, presença e autonomia digital.


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