Olá, Reader
A gente costuma escolher nossas estratégias olhando para o resultado que elas prometem. Se geram conversão, se aumentam alcance, se trazem novos leads, se constroem autoridade.
O que muitas vezes a gente esquece é de olhar para o quanto de trabalho que aquela estratégia vai exigir de nós.
Uma estratégia nunca chega sozinha. Ela vem acompanhada de uma rotina, uma frequência, um conjunto de comportamentos e habilidades que podemos ou não ter.
Toda vez que você escolhe uma estratégia, também está escolhendo um jeito de trabalhar.
Fazer vídeos exige se preparar, gravar e se expor. Uma news exige escrever com frequência e elaborar ideias que se conectam. Uma comunidade exige nossa presença, conversa e disponibilidade. Networking exige circulação, interesse genuíno pelas pessoas e capacidade de manter relações.a
É neste ponto que eu vejo como muitos de nós metemos os pés pelas mãos.
O resultado esperado é tratado como necessário, mas o comportamento para ter esse resultado não. Entramos na empreitada com a ideia de que é só ter disciplina, organizar a agenda e fazer acontecer. Afinal, o que é que te impede?
Você tenta se adaptar à nova estratégia a qualquer custo. Reorganiza a agenda, cria novos hábitos, compra ferramentas, automatiza processos, se cobra mais, tenta aumentar a disciplina.
E aí, vem a vida e te atropela.
Seu filho fica doente na semana que você tinha planejado gravar quatro vídeos. O cliente pede uma entrega urgente justamente no dia reservado para escrever a newsletter. Você passa uma semana resolvendo assuntos da casa e percebe que o calendário de conteúdo ficou para trás. E aquela estratégia perfeitamente organizada no seu Trello vai por água abaixo.
Esse ciclo tem nome: incompatibilidade estratégica.
Uma estratégia pode ser fantástica, mas não ser possível de sustentar por causa do momento em que seu negócio e sua vida estão.
Por isso, quando analiso e penso em estratégias para negócios autorais das minhas clientes, a investigação vai muito além de responder se uma estratégia funciona. Ela entra no mundo das realidades possíveis e responde: Você consegue sustentar o jeito de trabalhar que essa estratégia exige?
E nessa investigação considero aquelas coisas que normalmente ficam fora na hora da escolha de uma estratégia: o tempo real que você tem, o formato de trabalho que você rende melhor, a habilidade que já domina, a habilidade que faz sentido desenvolver, a frequência que consegue manter e o momento de vida em que está.
Importante: isso não quer dizer que você precisa escolher sempre o caminho mais confortável.
Quer dizer parar de tratar como falha pessoal toda estratégia que só funciona quando você consegue viver contra a sua própria realidade.
Estratégia boa é a que funciona e a que continua funcionando quando sua vida entra na sala.
Porque resultado nenhum se sustenta por muito tempo quando o caminho exige, todos os dias, uma versão de você que não consegue existir.
Se você quer entender quais estratégias fazem mais sentido para o seu negócio e para a vida que você consegue sustentar, vamos conversar.
Ana Paula Fragoso
Slow Marketing para negócios autorais
✍️ A Newsletter Empreenda Leve é onde desenvolvo ideias sobre negócios autorais, Slow Marketing e empreendedorismo solo. Um espaço para compreender melhor o negócio que você está construindo, organizar decisões e avançar com mais clareza, estrutura e autonomia.
Uma pausa na sua semana, não para interromper o trabalho, mas para enxergá-lo melhor.
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