Resumo rápido: estou pensando em criar, no segundo semestre, uma mesa pequena e paga para empreendedoras solo conversarem com profundidade sobre seus gargalos reais de sustentar um negócio autoral. Ainda estou desenhando o formato e queria ouvir você antes de decidir. No final desta news tem um formulário com 4 perguntas rápidas.
Se essa ideia fizer algum sentido para você, responde para mim?
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Olá, Reader
Eu sempre escrevo a minha news na segunda feira.
É um dia de rotina tranquila aqui em casa e com a vibe certa para pensar e escrever.
Mas esta segunda eu não escrevi.
Na verdade, eu não lembrei… não sei foi perimenopausa ou o feriado…
Percebi, às oito e meia da manhã da terça, que não tinha enviado a news que deveria chegar para você às oito e cinco.
E por um segundo, entrei em pânico. MEU DEUS A NEWS!
Cogitei sair correndo para escrever alguma coisa e enviar mais tarde mesmo, mas tive a sorte de antes, ler a newsletter da minha querida amiga e mentora Dalva Correa (se você ainda não assina, tá perdendo - só clica aqui) e ela terminou a news com um pensamento maravilhoso sobre autenticidade (vai lá ler que eu não vou dar spoiler) dizendo assim: “Termino aqui na tentativa de não performar após colocar a vulnerabilidade na bandeja e servi-la.”
Não performar.
Como é difícil, hoje, perceber nosso impulso por performar, e não fazê-lo.
Sabe aquele momento do pânico de não ter enviado a newsletter, de não ter respondido a mensagem do whatsapp, de não ter feito algo que era esperado? O pânico do julgamento, dos rótulos que vamos receber depois disso?
Esse pânico é o motor da performance sem limites. Da performance que te drena, e não te dá retorno.
Sempre que eu penso em negócios digitais, penso no estado de alerta contínuo que muita gente vive, por causa dele. Aí penso nos negócios autorais de uma pessoa só, principalmente de mulheres, que precisam provar e entregar muito mais performance, para conseguir seu lugar no mercado.
Para ser dona de um negócio autoral sozinha, precisa de muita consciência, se não somos engolidas pela alta performance sem limites.
E quanto mais eu vivo essa realidade, mais percebo que essa consciência vem de conversas honestas, com pessoas que também entendem o peso de viver essa mesma realidade.
Recentemente, comecei a conversar com algumas mulheres sobre a ideia de criar, no segundo semestre, uma mesa pequena, paga e bem conduzida, para empreendedoras solo olharem para os gargalos reais de sustentar um negócio autoral.
Ainda não tem um formato definido. Não sei se será um encontro único, uma série de encontros temáticos ou uma mesa fechada por um período. Também ainda não tem nome.
Mas eu já sei o que eu não quero!
Não quero criar uma comunidade, nem mais um espaço de conteúdo para você consumir, nem anfitriar uma roda solta de desabafo.
O que estou imaginando é um espaço para debater e pensar melhor, com outras mulheres que também vivem a complexidade de empreender sozinhas.
Para falar do que aparece no dia a dia: a dificuldade de explicar o que faz, o porque a venda não acontece, de decidir o próximo movimento, o cansaço de sustentar tudo.
E aí, antes de pensar no formato, queria ouvir você.
Se essa ideia parece minimamente interessante, adoraria saber o que faria sentido para você.
Fiz esse curto formulario, com 4 perguntas - clique aqui.
Sua resposta vai me ajudar a desenhar algo mais verdadeiro, mais útil e mais próximo do que empreendedoras experientes realmente precisam neste momento.
E talvez este seja um bom começo para sair um pouco da loucura da performance automática e voltar para um lugar mais consciente de construção.
1 abraço
Ana Fragoso
Estruturo negócios autorais com clareza, presença e autonomia digital.
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