💌 Como o futuro das redes pode ser mais humano e menos algorítmico?


Olá Reader

Minha motivação para criar sempre começa com perguntas profundas, que me fazem pensar.

A pergunta de hoje é uma delas: Como o futuro das redes pode ser mais humano e menos algorítmico?

Depois de entender melhor a extensão dos possíveis estragos dos algoritmos das redes sociais na nossa cultura, criatividade e mentalidade, me peguei pensando em como contribuir de alguma forma para que isso pare de acontecer na velocidade em que está acontecendo.

É parte do meu trabalho acompanhar e entender o impacto dos saltos tecnológicos que estamos vivenciando, e muitas vezes eu fico angustiada.

Sinto que é muita coisa para digerir muito rápido, porque tudo está em uma velocidade sobre-humana.

E fico ainda mais ansiosa quando penso nos meus filhos, atualmente em idade pré-adolescente, e na proximidade de todas as batalhas que vamos travar em casa por causa dessas novas tecnologias. Quero estar preparada, mas, ao mesmo tempo, sei que ninguém está e que não sabemos exatamente o que é preciso fazer.

Então, antes de mais nada, quero mandar um abraço virtual a todos que sentem essa mesma ansiedade e angústia. Sei o quanto é difícil viver em um mundo com tantas incertezas, ainda mais com filhos, e o quanto é importante saber que não estamos sozinhos. 🫂

O que me leva a te contar sobre o assunto de hoje: a criação de um futuro com alternativas.

Depois de me libertar das redes, tenho tido clareza mental para explorar novos caminhos, e dois conceitos têm me chamado muito a atenção: o Small Scale Social e o Tiny Internets.

O conceito Small Scale Social é exatamente o que o nome diz: uma rede social de pequena escala.

Esse conceito nos convida a ter uma abordagem mais intencional para nossas interações online, propondo a criação de comunidades menores, bem anfitriadas, onde as pessoas consigam criar laços mais próximos e significativos.

E ele fica ainda mais interessante quando cruzamos com a ideia do Tiny Internets, que sugere a criação de espaços digitais independentes, descentralizados e sob controle dos próprios criadores.

O que esses dois conceitos me fazem enxergar é que, ao mesmo tempo que as grandes tecnologias estão sendo criadas a uma velocidade insana, também estamos criando alternativas e falando sobre elas.

Existem pessoas buscando ativamente resgatar um pouco da internet de antes das redes sociais, incentivando mais autonomia digital e reduzindo a necessidade de seguir as dinâmicas do mainstream.

Isso me dá muita esperança e alívio. Acredito que, no futuro, conseguiremos ter nossos refúgios humanos, bem estruturados e fáceis de encontrar.

E o que isso tem a ver com você?

Por aqui, somos uma comunidade de empreendedores solo. Somos impactados diretamente pelas regras das redes e de seus algoritmos. Hoje, não temos muitas alternativas e ainda somos muito reféns do que é decidido pelos grandes conglomerados da tecnologia.

Sinto que esses conceitos podem dar um novo horizonte aos empreendedores solo: a possibilidade de construir comunidades e espaços de troca que não dependem das grandes redes sociais.

Afinal, queremos ter a liberdade de sermos vistos, ouvidos e acompanhados por quem realmente quer caminhar com a gente. E as redes, hoje, têm sido um obstáculo nesse processo.

Como podemos começar essa mudança?

Se, por um lado, ainda estamos presos às redes sociais, por outro, já podemos explorar esses caminhos alternativos.

O que me empolga por aqui é saber que podemos testar e criar esses novos espaços agora, sem precisar esperar que as grandes plataformas mudem suas regras (o que dificilmente vai acontecer).

A transição para um modelo mais humano e menos algorítmico não precisa ser radical, mas pode ser gradual e estratégica.

Podemos:

  • Criar espaços que podemos controlar, como newsletters ou comunidades fechadas no WhatsApp.
  • Fortalecer nossas conexões intencionalmente, focando mais em conversas profundas e menos em alcance.
  • Construir uma presença digital autoral, sem depender do que o algoritmo decide entregar.

Esse caminho exige planejamento e uma mudança de mentalidade e foco, mas tenho visto o quanto vale a pena.

Tenho experimentado algumas dessas alternativas na prática e posso dizer: é libertador.

Então, hoje estou aqui para saber de você: como tem sentido o impacto das redes no seu negócio? Você já pensa em criar seu próprio espaço fora delas?

Me conte direto aqui no e-mail! Quero continuar essa conversa com você.

Até Breve!

Ana Fragoso.


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